Parafraseei Shakespeare para escrever sobre esta questão tão importante. Aproveitando que Euler falou sobre o assunto, vou tratar disto aqui também. No seu blog, Euler traz um post falando que a baixa remuneração ameaça a carreira dos professores afastando candidatos dos cursos de graduações com licenciaturas. Realmente, ouve-se muito pouco ultimamente aqueles que desejam ser professor. Antigamente era comum em sala de aula ver alunos com este sonho. Hoje querem ser tudo, menos professor. Seja por baixos salários, pela violência ou por falta de perspectiva de uma carreira satisfatória financeiramente ou todos juntos, estão se distanciando cada vez mais da vontade de ser este profissional.
Nos últimos anos as estatísticas mostram que os cursos de licenciaturas vêm minguando em número de alunos, chegando ao ponto de serem fechados. Se continuar assim, em breve haverá carência de professor em todas as áreas. Será caçado como animal raro e valerá peso em ouro. Por outro lado, vejo um contraponto terrível, poderemos voltar ao que era no início da década de 90, quando profissionais de áreas completamente diferentes da educação entravam em sala de aula para ensinar. A exemplo disso, vi muitos engenheiros em aulas de Matemática e advogados com a Língua Portuguesa. Observado por esta ótica será caótico o retorno da desfiguração do professor. Chamo de desfiguração, pois estamos numa era em que é necessária uma ação didático-pedagógica consciente para atuar, se não for um professor de verdade, isto se perde.
Observo, porém, que este fenômeno não exclusividade brasileira, está acontecendo em outros lugares também. A Alemanha vive este drama, falta professores, principalmente nas áreas exatas e ciências naturais. Os licenciados neste país (26.000 por ano) não suprem o necessário e brevemente haverá carência em diversos conteúdos. Lá, os motivos para afastamento da área educacional são semelhantes aos apresentados aqui no Brasil. Acho, agora, que professor é professor em qualquer lugar. Em Portugal, a carência também é preocupante. Não busquei informações de outros países para não delongar este post, mas podemos supor que a situação não é muito diferente. No Brasil já é constatada a falta de professores no Ensino Médio, é tanto que o MEC tem projetos de licenciaturas à distância com a Universidade Aberta do Brasil. Em certas regiões é tão dramática esta carência que egressos do Ensino Médio são contratados para dar aulas para Ensino Fundamental e Médio também. O desinteresse pelas licenciaturas reduziu drasticamente o número de candidatos por estes cursos, segundo o Censo de Educação Superior. Se esta procura despencar ainda mais, a falta de professores será evidente nos grandes centros dentro de alguns anos. Digo grandes centros porque no interior isto já acontece. Outro fato importante para ser dito é a fuga de profissionais da educação que acontece frequentemente. Seja por outros concursos ou para a iniciativa privada, os docentes estão procurando melhores condições financeiras e de valorização. Estes postos de trabalho desocupados não estão sendo preenchidos na mesma medida em que se tornam vagos.
Após tudo o que foi dito podemos concluir que, se não houver políticas públicas que visem atrair pessoas para a docência, todo o planejamento educacional do país para atingir os níveis internacionais estarão comprometidos, portanto, possíveis candidatos a presidência, aos governos estaduais, a deputados e senadores, façam propostas com vistas a melhorar a educação como um todo e não aplicações de projetos ilusórios que nunca dão certo, busquem valorizar o profissional que é a base de todos os outros necessários ao país.
Nos últimos anos as estatísticas mostram que os cursos de licenciaturas vêm minguando em número de alunos, chegando ao ponto de serem fechados. Se continuar assim, em breve haverá carência de professor em todas as áreas. Será caçado como animal raro e valerá peso em ouro. Por outro lado, vejo um contraponto terrível, poderemos voltar ao que era no início da década de 90, quando profissionais de áreas completamente diferentes da educação entravam em sala de aula para ensinar. A exemplo disso, vi muitos engenheiros em aulas de Matemática e advogados com a Língua Portuguesa. Observado por esta ótica será caótico o retorno da desfiguração do professor. Chamo de desfiguração, pois estamos numa era em que é necessária uma ação didático-pedagógica consciente para atuar, se não for um professor de verdade, isto se perde.
Observo, porém, que este fenômeno não exclusividade brasileira, está acontecendo em outros lugares também. A Alemanha vive este drama, falta professores, principalmente nas áreas exatas e ciências naturais. Os licenciados neste país (26.000 por ano) não suprem o necessário e brevemente haverá carência em diversos conteúdos. Lá, os motivos para afastamento da área educacional são semelhantes aos apresentados aqui no Brasil. Acho, agora, que professor é professor em qualquer lugar. Em Portugal, a carência também é preocupante. Não busquei informações de outros países para não delongar este post, mas podemos supor que a situação não é muito diferente. No Brasil já é constatada a falta de professores no Ensino Médio, é tanto que o MEC tem projetos de licenciaturas à distância com a Universidade Aberta do Brasil. Em certas regiões é tão dramática esta carência que egressos do Ensino Médio são contratados para dar aulas para Ensino Fundamental e Médio também. O desinteresse pelas licenciaturas reduziu drasticamente o número de candidatos por estes cursos, segundo o Censo de Educação Superior. Se esta procura despencar ainda mais, a falta de professores será evidente nos grandes centros dentro de alguns anos. Digo grandes centros porque no interior isto já acontece. Outro fato importante para ser dito é a fuga de profissionais da educação que acontece frequentemente. Seja por outros concursos ou para a iniciativa privada, os docentes estão procurando melhores condições financeiras e de valorização. Estes postos de trabalho desocupados não estão sendo preenchidos na mesma medida em que se tornam vagos.
Após tudo o que foi dito podemos concluir que, se não houver políticas públicas que visem atrair pessoas para a docência, todo o planejamento educacional do país para atingir os níveis internacionais estarão comprometidos, portanto, possíveis candidatos a presidência, aos governos estaduais, a deputados e senadores, façam propostas com vistas a melhorar a educação como um todo e não aplicações de projetos ilusórios que nunca dão certo, busquem valorizar o profissional que é a base de todos os outros necessários ao país.


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