quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As faces risonhas da traição


INIMIGOS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Alencar da Silveira Junior, 
Ana Maria Resende, 
Anselmo José Domingos, 
Antônio Carlos Arantes, 
Antônio Genaro, 
Antônio Lenin, 
Arlen Santiago, 
Bonifácio Mourão, 
Bosco, 
Célio Moreira, 
Dalmo Ribeiro, 
Deiró Marra, 
Délio Malheiros, 
Doutor Viana, 
Doutor Wilson Batista, 
Duilio de Castro, 
Carlos Henrique, 
Carlos Mosconi, 
Cássio Soares, 
Fabiano Tolentino, 
Fábio Cherem, 
Fred Costa, 
Gilberto Abramo, 
Gustavo Corrêa, 
Gustavo Valadares, 
Gustavo Perrella, 
Hélio Gomes, 
Henry Tarquinio, 
Inácio Franco, 
Jayro Lessa, 
João Leite, 
João Vitor Xavier, 
José Henrique, 
Juninho Araújo, 
Leonardo Moreira, 
Luiz Carlos Miranda, 
Luiz Henrique, 
Luiz Humberto Carneiro, 
Luzia Ferreira, 
Marques Abreu, 
Neider Moreira, 
Neilando Pimenta, 
Pinduca Ferreira, 
Romel Anízio, 
Rômulo Veneroso, 
Rômulo Viegas, 
Sebastião Costa, 
Tenente Lúcio, 
Tiago Ulisses, 
Zé Maia
e Duarte Bechir.


Graças a estes porcos, podemos dizer que a profissão de educador na escola pública não tem valor. Que a carreira é inexistente e que Educação não é prioridade. Responderemos à altura, nas urnas! Porcos devem estar na pocilga, junto à merda da qual fazem parte. Longe de pessoas honestas, dignas e que pagam seus impostos em dia (pagando, consequentemente, o luxo de suas vidinhas medíocres) e não na casa do povo! Imorais! Malditos!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

HECATOMBE

A hecatombe da educação pública se avizinha... Está esperando apenas a aproximação mística do ano de 2012 para assegurar as profecias.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SER OU NÃO SER? EIS A QUESTÃO...


Para começar, gostaria de explicar o título deste texto. Lancei mão deste dito de Shakespeare para ilustrar minha indignação enquanto professor de escola pública (digo escola pública porque nunca vi [ou ouvi] um professor de escola privada reclamando, por mais que seja uma merda). Esta minha indignação se reforça em cada momento que tenho ao encarar minha carreira sendo jogada no lixo por parte do Governo do Estado de Minas, representado aqui pelo (des)governador Antônio Augusto Anastasia (que se diz também professor).

Retornando, ser ou não ser... Na atual conjuntura apocalíptica de nossa era fragmentada em crises econômicas (para pobres!), copa do mundo e olimpíadas, fico me perguntando: Por que ser professor? Resposta idealista: É uma profissão nobre, cuida da cidadania e da preparação dos alunos para uma vida melhor, etc, etc, etc e etc... Entretanto, é uma profissão! Não é voluntarismo! Trabalha-se nesta profissão (e muito!!!)

Ainda há quem pense que não trabalhamos e dizem: Ah, vocês tem duas férias por ano, feriados, sábados, domingos! Isto é que é trabalho! Eu queria estar em seu lugar! Suspiram desejosos (ou invejosos)! Mas... Não é bem assim. Trabalhamos o tempo todo. Qual professor não sai da escola já planejando o que fazer no próximo dia, uma aula diferente, um projeto, um texto, uma novidade qualquer, uma discussão, um filme ou qualquer outra forma de agir pedagogicamente de forma eficiente para alcançar o verdadeiro aprendizado? Quem, professor, não pensa educação 24 h por dia? Quem não gasta horas corrigindo provas, lançando notas, revisando redações, preparando recuperações? E vem me dizer que não trabalhamos! Bananas para estes!

Recebemos por isso. É justo, muito justo... É justíssimo! Quem trabalha quer receber pelo seu trabalho. Se fosse voluntarismo, eu seria rico e este seria meu hobby. Porém, não creio ser rico, este não é meu hobby e preciso viver. Preciso de pagamento justo pelo meu trabalho. Por isso me lancei em uma greve de 112 dias neste ano. Não aceito ser desvalorizado! Grito ainda mais alto: NÃO ACEITO SER OVELHA! Não serei conduzido! Não pastarei capim seco! Eu tenho meu valor!

Fugi novamente do propósito inicial. Bom, vamos lá! Já expliquei por que sou professor. Agora vou analisar da seguinte perspectiva: se eu fosse um estudante secundarista e fosse indagado sobre ser professor hoje, o que eu diria? Resposta óbvia: NÃO SERIA PROFESSOR! Seria técnico em alguma coisa, autônomo com alguma formação em prestação de serviços, comerciante, engenheiro, consultor, etc. Mas professor, NÃO! E, se alguém me pergunta sobre ser professor (Embora esta pergunta seja rara hoje me dia!)... Eu respondo com uma nova pergunta: Tem certeza de que quer ser professor?

Meu idealismo foi enterrado há muito através das diversas greves, ganhos parcos, derrotas evidentes, companheiros alienados, sindicatos vendidos, governos elitistas e outras coisas. Cada um destes itens desta equação complexa serviu para acabar com a minha visão de mudança pelo diálogo democrático direto sem embates. Não baixo a cabeça, não desisto... perdi meu idealismo, não meu orgulho!

Embora não me tornasse professor nesta época atual, quando me decidi por isto, eu já sabia da situação. Porém, achei, naqueles tempos, que poderíamos mudar o mundo. Agora vejo que foi o mundo que nos mudou. E nem percebemos! Acordo no meio da Matrix e olho para todos, felizes em seus casulos, vivendo a ilusão da melhora que não existe. Sugam-nos as nossas vontades e nos dão falsas liberdades e esperanças vãs no ato do consumismo controlado. Sim, é isto que vejo! Um quadro cinza sem vida inteligente...

Depois da última greve percebi que perdi minha inocência completa. Perdi a crença no Estado democrático, nos poderes Legislativo e Judiciário, na Constituição Federal, enfim, na democracia. Descobri da pior maneira possível que tudo isto é uma farsa e que nós sustentamos todo este complexo sistema de exploração. Não podemos ser coniventes com isto! Não posso ser, não aceito!

Acordem todos! Vejam o que está diante de seus olhos! Estão transformando todos vocês em robôs orgânicos, trabalhadores pacíficos, cumpridores de suas obrigações. Consumidores ativos que não sabem o que compram e para que compram. Sistema de saúde comprometido, segurança mínima, transporte precário, educação péssima, poder de compra limitado às linhas de créditos, controle mental, alienação total!

Acordem, vocês não são robôs, não são gado! Se o que digo não fosse verdade, não haveria necessidade de existir um órgão de defesa dos Direitos Humanos. Vocês são seres humanos e merecem ser tratados como tal! Levantem-se, ergam punhos cerrados contra aqueles que chicoteiam, libertem-se dos grilhões da servidão, massacrem os senhores, tomem posse de seu ser! Sejam novamente humanos!