O show estava marcado para as 20 horas. Saí com um amigo meu ( Jorge) quase às 19 h. O escapamento do meu carro quebrou e a caranga foi fazendo um barulhão daqui até lá. Não tinha como disfarçar, todo mundo ficava olhando aquela coisa arrastando-se pelo chão e, provavelmente, soltando faíscas. Não me intimidei, nem quando a polícia passava desconfiada. Só pensava em chegar no Chevrolet Hall e ver Heaven&Hell. Achamos que chegaríamos atrasados, o trânsito em frente o Mineirão estava ruim, porém, chegamos com uma diferença de 8 minutos para as 20 h. Arrumei um local legal no alto e esperamos aproximadamente meia hora (ou 40 minutos) para o início.
Então, aqui vai o comentário.
Absolutamente, um show incrível. Fomos agraciados com o que há de melhor do som pesado tradicional. Dio e os outros foram fantásticos. Não poupou fôlego para cantar os sucessos do Black Sabbath enquanto lá esteve. Sua voz com muito vigor mostrou porque ainda pode levar a banda Heaven&Hell longe, apesar da idade. Toni Iommi, insuperável, guarda em seu perfil e estilo a essência do Black Sabbath, continua o mesmo. Sóbrio, realizava seu show como se fosse nos tempos áureos do Heavy Metal. Os aplausos e o carinho dos fãs foram bem agradecidos e, para falar a verdade, Dio parecia bem à vontade com o público porque já esteve aqui outra feita. O repertório contou com: The Mob Rules, Children of the Sea, Die Young, Time Machine, Heaven&Hell, Falling Off The Edge Of The World, I, Bilble Black (Nova), Fear (Nova), Follow the Tears (Nova), e Country Girl.
O espaço era pequeno (Dio mesmo comentou no palco) e muita gente ficou sem ingresso. A pista ficou tomada e a arquibancada parecia vazia, uma impressão causada pela euforia dos fãs que não ficavam sentados, mas em uma agitação comum diante de tão grandiosa banda. É um clássico do rock, então, por que não? Porém, há uma coisa para se reclamar: o público parecia bem comportado diante do som. A agitação em frente ao palco parecia tímida... Talvez estivessem extasiados, em transe contínuo e inabalável ao som da voz de Dio ou da guitarra de Toni. Acho que poderia ser mais... O público ficou devendo! Fico com medo disto, pois dá a impressão de que não recebemos bandas grandes por causa da apatia do público. Prefiro nem pensar nisto, prefiro dizer que não tínhamos espaço para receber estas bandas ou que é preconceito... sei lá!
Bom, para encerrar, espero que BH fique novamente no caminho de grandes bandas e que tenhamos grandes eventos nos próximos anos.


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