segunda-feira, 4 de maio de 2009

CINEMA 2009

Fui ao cinema assistir a alguns filmes nos últimos meses. Watchmen, Dragonball, Presságio e uma amostra de filmes romenos (estes no Palácio das Artes). Há dias que quero fazer estas resenhas, mas me faltava tempo para escrever. Agora vai!

Watchmen – Tive contato pela internet com a obra original em quadrinhos de Alan Moore e gostei dos perfis nada convencionais dos heróis. Depois de uma badalada estréia internacional, esta produção aportou nos cinemas brasileiros e, como a crítica tinha sido boa, resolvi ver este filme. Realmente não ficou a dever e a adaptação ficou muito boa para o cinema. Gostei, especialmente, de duas personagens: Dr. Manhattan e Rorschach. O primeiro, um cientista, uma entidade azul com poderes inigualáveis, ausente de sentimentos, vê o ser humano, o mundo, tudo como um amontoado de matéria e energia. O segundo é um pessimista irreparável, não confia em ninguém e acredita que o ser humano é ruim por natureza. Detalhe: Dr. Manhattan era humano, sofreu um acidente no laboratório de campos intrínsecos e se transformou naquela coisa azul. Os outros se dividem em vaidade, humor negro e idealistas. Não vou entrar em detalhes, afinal só os dois citados me trouxeram uma sensação filosófica profunda em relação a tudo e a todos. Em relação ao Dr. Manhattan (O que mais me impressionou!), fiquei pensando, se um deus estivesse entre nós, qual seria seu comportamento? Acho que seria idêntico ao comportamento deste... Nota 10!

Dragonball - Evolution – Boa tentativa, mas pecou. Mais uma adaptação que não foi genial. O perfil de Goku ficou bom. Bem atrapalhado, lembrava muito o desenho. O enredo ficou fraco. E o vilão Pícolo, temido por ser muito poderoso, não suportou um golpezinho fajuto no fim do filme e desapareceu. Durante o filme este fica fazendo demonstrações de poder e morre fácil no fim? Não foi legal, não foi nada legal, afinal os fãs esperavam muito mais, porque a obra original dava margem a muita coisa... Fazer o quê? Nota 01!

Presságio – Nicholas Cage, bom ator. O filme: fraco. Parecia ser um filme interessante, entretanto faltou alguma coisa que não consigo explicar. Era para ser um suspense e se torna um filme catastrófico. Parecia ser um daqueles filmes que fazem pensar sobre problemas filosóficos cruciais e se torna banal no fim. As imagens são boas. Há duas cenas impressionantes: O acidente do avião e o metrô saindo dos trilhos – Perfeito! Deu uma sensação de realidade incrível. Até este momento estava gostando do filme. A existência dos códigos parecia deixar o filme inteligente, a presença do astrofísico (astrônomo, sei lá qual era a profissão dele!) deixava o filme mais “inteligente”. Ele, viúvo, cuidando de um filho só, professor, amargurado e descrente em tudo e na existência. Filho de um pastor com o qual não conversava há muito tempo, parecia ser ateu e se depara com uma sequência numérica fabulosa. Traduz e vê coincidências: Desastres e mortes. Os momentos de suspense não param por aí, há pessoas misteriosas que rondam a casa e o filho deste. Tudo leva a crer que não são humanos. Depois de muito tumulto o filme entra na banalidade. Um evento catastrófico para a humanidade (O apocalipse) se aproxima e, ao que tudo indica, todos iriam morrer. Então, uma coisa acontece, as crianças seriam salvas pelos seres misteriosos. Eles, depois de uma transformação fabulosa pareciam humanóides luminosos... eram anjos... em naves intergalácticas... recolheram as crianças e se foram. Estes (as crianças) se diziam eleitos... Clara evidência de um filme cristão. Sempre que a humanidade está por um fio, algo acontece para salvar o dia. As crianças foram levadas pelo espaço a um lugar maravilhoso (O Éden, com direito à árvore do conhecimento e tudo) e escaparam da fatalidade. Os que ficaram foram calcinados por uma onda gigante de calor que acabou com tudo. Foi o primeiro filme que a humanidade (os americanos, para ser mais exato) não consegue um milagre para evitar a catástrofe. Fim emocionante: o cientista volta para a casa dos pais, depois de entregar o filho aos “anjos”, abraça o pai, a mãe e a irmã e tudo se desfaz em poeira. FIM. Fica a indagação: Por que num filme como este tinha que aparecer extraterrestres para interferir no curso das coisas, ainda mais anjos? Matou o filme! Nota 03!

Filmes romenos – Os três filmes romenos que vi tratavam de assunto semelhante: Ceaucescu, o ditador. No primeiro (A leste de Bucareste), uma comédia que analisava a existência de uma revolução popular que derrubou o ditador. Personagens comuns se colocavam como protagonistas da revolução num programa de televisão e eram desmentidos durante todo o programa. O debate era quente e muito engraçado. No segundo (4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias), vi a angústia de uma moça universitária grávida que tentava fazer um aborto ilegal. Ela e uma amiga se aventuraram a fazer e correr todos os riscos em busca de alguém que o fizesse às escondidas, pois do contrário a grávida seria expulsa do campus. E se fossem pegas, seriam presas, ou seja, se correr, o bicho pega, se ficar, o bicho come. É suspense o tempo todo. No terceiro (Como Eu Festejei o Fim do Mundo), mostra os momentos finais da ditadura, as perseguições, prisões e as escolas do governo comunista que seguiam o mesmo modelo ditatorial. Em resumo, bons filmes. Tão bons que baixei todos pela internet para vê-los novamente. Nota 10!

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