Iron Maiden em BH.
Como descrever a emoção de estar em um show com uma banda de porte no cenário do heavy metal como esta? Uma banda que iniciou sua carreira no fim dos anos 70 e projetou-se definitivamente nos anos 80 e é um ícone no panteão dos deuses do rock mundial até hoje. Bruce Dickinson, Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers, Steve Harris e Nicko McBrain não atraiu somente o público das antigas, vi muita gente jovem que, acredito eu, conheceu o Iron há pouco tempo. Havia uma mescla de todas as idades apreciando o show.
Sem perder a pose (e o fôlego! São todos cinquentões!) eles se apresentaram para um público tímido mas agitado aqui nas pacatas montanhas mineiras. Tímido comparado com 63 mil iromaníacos
A pista estava abarrotada de gente que agitavam braços e cabeças, espremiam-se mais e mais a cada música tocada pelos músicos. Gritos e assovios também eram música no intervalo de cada canção tocada pelo grupo. Nada de espaço em silêncio ou marcação solitária da bateria, apenas assovios e ovação.
Eu estava na arquibancada, apreciava cada momento e observava a tudo como deve ser feito num show de uma banda que raramente, podemos dizer, aparece por estas bandas. Foi um orgulho muito grande estar lá e presenciar o Iron Maiden
A legião de iromaníacos era grande. As camisas mais comuns que havia era do Iron e uns poucos solitários ainda persistiam (Eu era um deles, na minha humildade estava com uma de outra banda que gosto muito: Sarcófago) naquele mar de imagens de capas e ilustrações muito conhecidas de quem aprecia a banda e a acompanha há muito tempo.
As canções não eram novidades. Todas conhecidas e letras já marcadas. O público as cantava com muita familiaridade e de quando em vez uma agitação fora do comum, uma excitação nos subia quando ouvíamos ao vivo algumas como Aces High, 2 Minutes to Midnight, Fear of the Dark, Hallowed Be Thy Name e The Number of the beast... As outras seguiam seu curso normal, não que fossem menos queridas, pois o som é muito empolgante, na verdade todas as músicas são empolgantes, porém há aquelas que são nossos hinos pessoais... Vez por outra observava o público. Alguns se felicitavam e diziam “É o Iron, cara!”, suadavam-se, abraçavam-se e pareciam não acreditar que eles estavam tão perto. Parecia impossível e não era. Era real, a turnê Somewhere Back in Time estava ali, na nossa frente... Reais como nós, os deuses vieram do Olimpo e nos presentearam com um magnífico show.
A abertura ficou por conta de Lauren Harris numa apresentação rápida de sua banda e com algumas palavras (poucas na verdade!) em português que demonstram uma certa preocupação com o público (posso dizer, respeito). A gostosinha é filha de Steve Harris, o baixista da banda. Numa performance que lembra muito os diversos outros shows da banda que viria depois: muita agitação e solos de guitarra. A voz... me lembrou Cyndi Lauper.... Até me assustei....
Assim que Lauren terminou, os ajudantes de palco desmontaram e logo apareceu o cenário do show: era a capa do disco Powerslave com pouquíssimas (ou quase nenhuma modificação). Os britânicos começaram, acredito eu, às 21 horas (Não posso dizer com certeza pois o meu relógio anda sempre adiantado ou atrasado) e seu repertório foi:
“Aces High”
“Wrathchild”
“2 Minutes to Midnight”
“Children of The Damned”
“Phantom of The Opera”
“The Trooper”
“Wasted Years”
“Rime of The Ancient Mariner”
“Powerslave”
“Run to The Hills”
“Fear of The Dark”
“Hallowed Be Thy Name”
“Iron Maiden”
“The evil that man do”
“The number of the beast”
"Sanctuary"
A nossa profunda vontade é que eles cantassem todos os sucessos em um exaustivo show de 5 ou 10 horas de duração. Não que ficaríamos cansados, mas extasiados. Enquanto isto a galera saudava o Iron com: “Olê, olê, olê, olê, Maiden, Maiden”. Palmas cadenciadas em uma torcida pelo time do coração. Naquela noite o nosso time não jogava futebol, tocava guitarra, baixo bateria e cantava numa voz que ecoa em nossas mentes (e ecoará por muito tempo) em versos que não consigo esquecer e acordei hoje cantando, às vezes, sem querer.
Levantei-me hoje revigorado. Vesti minha camisa do Iron com o mesmo tema do show e fui trabalhar. Era o sinal de que eu estive lá. Muitos alunos me perguntavam “Você foi no show?”, eu respondia orgulhoso que “Sim!”. Perguntavam também: “Como foi?”.... FOI ÓTIMO!!!! Ver Iron Maiden é uma experiência vibrante e única.
P.S.: O show aqui foi organizado e tranqüilo. Nada de tumulto ou reclamações. Só elogios. Mineiro é assim, quietin... quietin...


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