A comunicação entre os povos distante de preconceitos e dominações é uma preocupação antiga. A Babel mundial vez por outra vê sempre uma possível solução para suas incompreensões em determinados idiomas que mais são apropriados aos dominadores do que aos dominados.
Surge aí um dilema que arrasta milhões de pessoas pelo mundo numa romaria incessante na aquisição de uma segunda língua que se intitula a mais lembrada e falada do mundo comercial, científico, cultural, etc, que é a língua inglesa. É claro, pois, que não estou enxovalhando o ensino da língua inglesa, sou professor da língua, porém percebo certa inutilidade no estudo da mesma se as pessoas necessitam apenas de uma comunicação efetiva, entretanto, para adquirir informações e aprofundar estudos, seja por livros, seja pela internet, o inglês ainda é a língua franca, infelizmente!
Assim, qualificaram este idioma como algo indispensável para o crescimento profissional e o ligaram ao sucesso internacional. Estes mitos, entre outros, persistem por causa da influência que sofremos da cultura americana que já está tão enraizada que nem me acho mais brasileiro, pareço mais um “brazileiro”.
O Esperanto, uma língua artificial organizada pelo médico polonês Ludwik Lejzer Zamenhof (este que está na foto ao lado), é uma língua de muito fácil aprendizagem, que serve, muito bem, como língua franca internacional, para toda a população mundial, facilitando a comunicação e o entendimento entre os povos sem preconceito ou conceitos de dominação(e não, como muitos supõem, para substituir todas as línguas existentes, que é um discurso de quem não aceita ser tirado do poder). Segundo estimativas, ela tem uma comunidade de 1,5 milhão a 2 milhões falantes espalhados pelo mundo, sendo os maiores redutos a Europa e a Ásia.
O Esperanto foi criado a partir da união de vários idiomas existentes na Europa. Possui características vocabulares das línguas germânicas, eslavas e românicas, além da sintaxe que obedece às regras gerais destes grupos. Com um pouco de paciência e tempo pode-se ter um domínio de gramática esperantista em semanas ou dias. O resto é só aquisição de vocabulário através de leituras de textos que abundam pela internet.
Hoje em dia, o esperanto é empregado em viagens, correspondência, intercâmbio cultural, convenções, literatura, ensino de línguas, televisão e transmissões de rádio (como a do Vaticano, uma rádio russa, outra sueca e uma chinesa, todas via internet). Alguns sistemas estatais de educação oferecem cursos opcionais de esperanto, e há evidências de que aprender a língua ajuda no aprendizado de outras línguas, pois facilita a compreensão dos mecanismos de funcionamento dos idiomas, por mais complexos que sejam.
Por isso, contra os elementos de invasão alienígena proporcionado pela cultura de dominação, defendo o uso do Esperanto. Ni lernu parli Esperanton kaj ni konstruis mondon kun paco! (Aprendamos esperanto e construiremos um mundo de paz!)
Obs.: Existem várias opções de gramáticas on-line, além de programas, dicionários e textos variados de esperanto espalhados pela web.


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