quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Acabou o Carnaval

Hoje é quarta-feira.
O ponto final que faltava neste Carnaval e em todos os outros que existem e existirão. A vida real está de volta. Então, vamos pisar neste solo duro de novo e continuar a rotina anual.

Não gosto muito de Carnaval... Sou chato, eu sei, não precisa me dizer. Não consigo compartilhar da alegria de muitos em ficar pulando, dançando e chacoalhando ao som de um caminhão parado (ou em movimento) na rua. Como disse o sábio Raul Seixas: "Acho tudo isto um saco". Às vezes, prefiro ficar em isolamento, em casa, quieto, quase escondido de tudo e de todos.

Neste ano (2009) tive uma proposta diferente: passar o Carnaval longe da capital (BH). Numa cidadezinha, bem mineira, não muito longe daqui, cerca de 108 km. Havíamos planejado tudo com antecedência e não havia nada que pudesse dar errado. Ledo engano, quando você acha que está tudo certo, aí que pode dar alguma coisa errada. E deu!!!! Deu um problema no transporte e não pudemos compartilhar de nossos amigos o Carnaval de uma cidade interiorana de, aproximadamente, 4.000 habitantes. Que maravilha! Que maravilha seria!!!

Poderiam estar pensando ou se perguntando: Por que não foram de ônibus? Bom, para explicar isto devemos analisar a história da humanidade. Dizem que a era do automóvel iniciou-se no século XX, com Ford fazendo seu carro popular em larga escala. Digo que isto pode estar um pouco errado, do ponto de vista do Brasil. Carro acessível a todos!!! É isto que chamo de a Era do Automóvel, quando qualquer um pode ter uma caranga para ir aonde bem entender. Ainda não podemos, todos, adquirir carangas novas, por isso padecemos o suplício de ter que levá-lo ao mecânico sempre que possível ("grana")... enquanto isto não acontece, nossa máquina vai acumulando problemas e um dia.... Boooommm!!! Lá vai o carro ficar parado e você no desespero, principalmente quando a viagem está marcada e tudo preparado.

Então, quando todos têm um quatro rodas, por que ir de ônibus? Também tentamos outras opções, entretanto, infrutíferas, pois todos que conhecíamos já estavam de viagem marcada ou já tinham partido...

Ficamos todos aqui... Eu fiquei aqui imaginando como seria aquela cidade. Pacata cidade do interior... cidade mineirinha...

Mas, nem tudo estava perdido... Como não fomos, o dinheiro que separamos para usar lá, dispensamos na cerveja desses quatro dias... quatro caixas... Êta coisa boa!!!! Agora tenho certeza de que o ano vai ser muito bom!!!!!!

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