domingo, 31 de julho de 2011

A Verdade do Magistério de Minas Gerais

Estou uma pilha de nervos! Ainda mais quando vi pela televisão o anúncio das secretarias de planejamento e educação tentando colocar a população contra nós, professores.

É inacreditável como se mente neste estado. Aqueles que podem comprar a mídia passam as informações de forma a iludir a todos. Agora, o Governo de Minas tenta enganar a população com falácias descabidas. Entretanto, como ele detém a mídia, ele pode mostrar a realidade que o interessa e não aquela real.

Quando se é um profissional de carreira, o que pensamos é que quanto mais tempo como profissional, mais valorizado você é. Todo mundo, quando avalia uma profissão, faz a média de anos e salários que receberá. Assim, um advogado, um médico, um engenheiro analisa suas carreiras da seguinte forma: início de carreira – R$ 3000,00, após 15 anos, R$ 7000,00 e assim por diante. Agora, professor... a história é diferente. O cara começa ganhando R$ 500,00 a R$ 550,00 e depois de 15 anos R$ 1320,00, o mesmo salário que alguém inicia a carreira atualmente. Como o governo fez, você, amigo leitor, pode conferir o edital do concurso oferecido este ano. O vencimento que o iniciante de carreira ganha é o mesmo de alguém que já tem mais de 15 anos de carreira. Aqui vai a pergunta: Isto é valorização do profissional? Como a profissão pode ser atrativa desta forma? Impossível!

Diz ele que garantiu aos servidores 57% de aumento salarial. Bom, qual foi o custo disto? Já mencionei acima, a falta de perspectiva de carreira do magistério. O salário que ele diz é chamado de subsídio e este é a somatória de todas as vantagens individuais num valor único que acabou se tornando o valor máximo que a maioria recebe no estado. Num primeiro momento parece ser vantajoso, entretanto, as armadilhas serão desarmadas ao longo do tempo. Os servidores, em geral, não recebem reajustes anuais de acordo com a inflação. É preciso greve para mudar o vencimento. Às vezes, ficamos até 8 anos sem reajustes e quando o obtemos, através da greve, ainda não cobrem todas as perdas. Ficamos, então, com salários defasados. É por isso que o magistério é uma das carreiras mais mal remunerada do país.

Mentir é fácil, iludir, ainda mais. Enganar-nos, é, no mínimo, desconcertante. Colocar a opinião pública contra nós é jogar sujo demais. Vale lembrar que os milhões pagos pelo governo à mídia para divulgar a propaganda contrária é retirada de algum setor essencial à população. É uma sacanagem expor tal fato na televisão aludindo que professor ganha muito bem. Por que não falam dos salários dos deputados, dos secretários de governo, dos juízes, desembargadores, e outros. Eles não ganham muito? Por que o bode expiatório tem que ser o coitado do professor?

Por isso, é hora de dar um basta no conluio dos poderosos, queremos professores bem pagos e educação de qualidade. Não queremos a maquiagem do sistema para dizer que todos estão felizes e que a educação é uma das melhores, pois sabemos, no íntimo, que não é bem assim. Da mesma forma que números são essenciais para demonstrar fatos indiscutíveis, são usados para criar mentiras.

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