
O funcionalismo estadual da educação decidiu parar por tempo indeterminado até que o governador Anastasia aceite negociar o ajustamento do piso salarial nacional dos professores que, apesar de ser lei, não está sendo cumprido aqui. Interessante notar que, se a lei for em benefício de outros e não do cidadão, ela não merece ser cumprida? Se fosse uma lei para arrecadar mais impostos, aposto que seria votada rapidamente pelo Legislativo, sancionada imediatamente pelo Executivo e cumprida na íntegra e em tempo hábil. Como é salário... a coisa muda de figura. Aí vem eles dizendo sobre Lei de Responsabilidade Fiscal, tempo eleitoral, etc, etc,etc... Por que isto? A resposta está no acomodamento e isto é coisa que não desejo agora. Quero ver a mobilização (sem manipulação) da classe, quero ver o povo na rua e exigindo que lei seja cumprida. Aqui em Minas, nosso vencimento básico é inferior ao salário mínimo. Aumenta um pouco por conta de benefícios individuais, benefícios que incluem tempo de serviço, cursos e etc. Fora isto, não há vantagem em ser educador na rede estadual. Sobrevivemos pela vontade e não pela satisfação. Gosto de ser professor, mas o amor um dia acaba e este dia não está tão longe. Creio que este desabafo é de muitos que estão na rede. Vejam ao lado o contracheque real de um servidor professor (resguardado o direito ao anonimato). Observem o vencimento básico destacado, a quantidade de "penduricalhos" (É como chamamos os benefícios), a VTI (a vergonha da classe) e, este contracheque está "gordinho" por causa do 1/3 de férias, caso contrário... É só diminuir e verá. Olhem, também, a quantidade de empréstimos que tem. Acho que só assim podemos melhorar o nosso orçamento, entregando muito suor para os bancos. É uma realidade mundial esta, mas é um absurdo a gente sustentar a riqueza absoluta das instituições financeiras desta forma.


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